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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CURCUMINA E ALZHEIMER
Novos estudos chamam a atenção para facto de que comer caril uma ou duas vezes por semana pode ajudar a prevenir o início da doença de Alzheimer e outras demências. A razão reside na curcumina, um componente da especiaria açafrão
A curcumina previne a disseminação das placas amilóides cerebrais, as quais se pensa serem a causa da demência. Estas placas conjuntamente com um emaranhado de fibras nervosas, contribuem para a degradação dos neurónios e suas conexões cerebrais.
Há evidência de que quem ingere duas a três refeições semanais de caril tem um menor risco de contrair demência. Os cientistas estão agora a experimentar doses grandes para ver se conseguem aumentar este efeito.
Há evidência de que quem ingere duas a três refeições semanais de caril tem um menor risco de contrair demência. Os cientistas estão agora a experimentar doses grandes para ver se conseguem aumentar este efeito.
Eu conheço muitos brilhantes profissionais de saúde e é espantoso que a grande maioria está de acordo quanto aos efeitos benéficos da curcumina, o pigmento que dá a cor amarelada ao açafrão. Uma das maneiras de acção da curcumina tem semelhança com a vitamina D ao modular um enorme número de genes.
Um estudo efectuado em 2004 demonstrou a eficácia da curcumina em impeder a deposição da substância beta amiloide cerebral (a proteina responsavel pelo Alzheimer). Baseado nestas descobertas os cientistas determinaram:
Um estudo efectuado em 2004 demonstrou a eficácia da curcumina em impeder a deposição da substância beta amiloide cerebral (a proteina responsavel pelo Alzheimer). Baseado nestas descobertas os cientistas determinaram:
- A curcumina é mais efectiva a inibir as placas cerebrais do que outros tratamentos para o Alzheimer.
- O seu baixo peso molecular e a sua estrutura polar permite que passe a barreira hemato-encefálica e se ligue à proteína beta amilóide.
- Os sintomas do Alzheimer causados pela inflamação e oxidação são eliminados pela curcumina.
Além disso, os cientistas da UCLA testaram os efeitos da curcumina em células isoladas chamadas macrófagos (tipo de glóbulo branco responsável que está encarregue da limpeza dos tóxicos celulares tais como a proteína amilóide) e as amostras de sangue destes doentes de Alzheimer revelaram melhorias dramáticas após serem tratadas com curcumina. Para além disto o açafrão trás outros benefícios á saúde:
- Melhoria da digestão
- Melhoria do processo de desintoxicação hepática
- Propriedades anti-cancerigenas e antiartríticas
- Propriedades antinflamatórias
fonte: http://anti-envelhecimento.blogs.sapo.pt/101041.html
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Geobiologia Espiritual
O ser humano está cada dia mais consciente de que tudo que existe é pura energia. Tudo emite energia! E ela está em permanente movimento, influenciando e sendo influenciada.
Os locais onde o fluxo energético está obstruído, estagnado ou poluído se tornam nocivos.
Nós estamos expostos a muitas energias nocivas provenientes da terra, do meio ambiente e do astral que podem afetar nossa saúde, nosso bem estar e prejudicar a nossa vida, negócios, relacionamentos, nosso crescimento espiritual…
Muitas doenças físicas ou psíquicas podem ter origem na exposição a essas vibrações nocivas. Muitas desarmonias no lar ou no trabalho podem ser conseqüência de um ambiente com energias desarmônicas.
A Geobiologia Espiritual é uma técnica que visa fazer uma limpeza profunda, neutralizando ou transmutando as energias nocivas que prejudicam a vida no planeta e restaurar o propósito divino de cada local, o projeto divino de cada ser.
Na Geobiologia trabalhamos com a Geometria Sagrada e tecnologias específicas de som e luz, juntamente com a Hierarquia Espiritual do Planeta, com os Devas e com a sustentação da Mãe Terra.
INFLUÊNCIA DAS ZONAS GEOPATOGENICAS NA SAÚDE
SERGIO RICARDO AREIAS
ABRAD - Associação Brasileira de Radiestesia e Radiônica
Radiestesista - Acupunturista - Quiroprático
SERGIO RICARDO AREIAS
ABRAD - Associação Brasileira de Radiestesia e Radiônica
Radiestesista - Acupunturista - Quiroprático
RESUMO
A ciência que pesquisa a interação dos seres vivos com o
ambiente é a Geobiologia.
Tal ciência nasceu dos estudos e observações de diversos radiestesistas que comprovaram a relação de causa e efeito entre exposição às emanações telúricas e alterações na saúde dos seres vivos.
A Geobiologia utiliza-se de todas as informações fornecidas pelas ciências ortodoxas , medições e análises da geofísica , da geologia, da biologia , da hidrologia, da eletrônica e principalmente da radiestesia.
Tal ciência nasceu dos estudos e observações de diversos radiestesistas que comprovaram a relação de causa e efeito entre exposição às emanações telúricas e alterações na saúde dos seres vivos.
A Geobiologia utiliza-se de todas as informações fornecidas pelas ciências ortodoxas , medições e análises da geofísica , da geologia, da biologia , da hidrologia, da eletrônica e principalmente da radiestesia.
A radiestesia utiliza-se do mais sensível instrumento
ressonador - oscilador existente a serviço do homem, sua própria mente.
Devemos considerar que o planeta Terra não oferece, na sua
totalidade, perigo para a saúde das pessoas, apenas umas poucas zonas
representam a etiopatogenia nos seres vivos, mas que devem ser analisadas e
pesquisadas como meio profilático de saúde.
Os antigos respeitavam certas regras de ocupação do solo, hoje esquecidas e substituídas pela praticidade moderna; investigavam o terreno antes de construírem, observavam os animais e respeitavam a natureza.
Os antigos respeitavam certas regras de ocupação do solo, hoje esquecidas e substituídas pela praticidade moderna; investigavam o terreno antes de construírem, observavam os animais e respeitavam a natureza.
Os atuais estudos da geobiologia, apesar de muitos não
conclusivos devido a não se utilizarem da radiestesia como método de análise,
descobriram as causas que levaram os antigos a terem tais preocupações com a
ocupação do solo: água subterrânea em movimento , fissuras e fraturas
tectônicas, contatos entre rochas de diferentes densidades, radioatividade
natural, campos eletromagnéticos, rochas emissoras (veios metalíferos) ,
materiais orgânicos em decomposição e as características químicas de certos
materiais .
A Geobiologia, tradicionalmente, é considerada de uma
perspectiva oficial por diversos paises, como uma parte complementar da
biologia, quase como um apêndice. E embora, seja certo que esse apêndice vem
adquirindo progressivamente maior importância ao longo dos anos, sem dúvida tem
estudado somente uma reduzida série de fenômenos: os associados com os fatores
climáticos e, mais recentemente, os relativos aos processos bio-químicos da
vida. Apesar de achar tudo isso muito relevante, a Geobiologia é muito mais
ampla no seu espectro de análise, na pesquisa de energias pouco conhecidas, ou
mesmo que conhecidas, pouco estudadas na sua relação com o homem.
Em data recente vimos à acupuntura, após 5.000 anos de tradição
eficaz, ser comprovada, através de aparelhos detectores da resistividade
elétrica, os mais de 360 pontos existentes no corpo, mensurando também a
quantidade de energia em cada um deles. Talvez o homem atual tenha perdido essa
sensibilidade que os antigos aplicavam na melhoria da qualidade de vida. Nem por
isso quer dizer que essas energias não existiam, ou que seus praticantes usavam
de práticas místicas e inexplicáveis, apenas usavam um instrumental extremamente
sensível na sua percepção, o próprio ser humano na sua maravilhosa
integralidade, demonstrando que essa prática médica oriental apóia-se em uma
sólida base científica, apesar de ornamentada de pura filosofia.
No que tange a Geobiologia parece que o caminho é o mesmo,
utilizando-se da Radiestesia na mensuração das radiações, foi sempre colocada às
margens dos meios científicos, mas hoje utilizando uma metodologia científica
aliada ao crescimento tecnológico que comprova os resultados obtidos através da
Radiestesia, está dando um importante passo a caminho de uma integração com as
ciências oficiais.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
HOMEOPATIA
MEMÓRIA DA ÁGUA (Kólia Patríce Lacerda Gomes)
Conceituação.
Memória da água é uma expressão criada para designar a capacidade da água para armazenar informações dos solutos que ela contém. Ela é uma das teorias que procuram explicar os mecanismos de atuação dos medicamentos homeopáticos. Outra nomeclatura, mais tradicional, é UHD (Ultra High Dilution) que designa o mesmo conceito.
Histórico
Os estudos das propriedades da água desde a década de 1980 vem causando espanto na comunidade científica. Primeiramente a água ganhou um "status" diferenciado à partir dos movimentos ecológicos que alertaram para uma possível escassez se o consumo continuasse num ritmo acelerado. A partir de então os estudos macro relativos aos ciclos da água ganharam forte ênfase. Concomitante à descobertas importantes sobre a dinâmica planetária da água, outras características marcantes dessa substância foram descobertas, nas palavras de Benveniste entrevistado em Rosembaun (2002) esta substância, que alguns colegas cientistas insistem em depreciar, tem 32 ligações estáveis, sequer compreendidas por nenhuma teoria científica moderna, além do fato de ser deveras intrigante como que a associação de dois gases possa dar origem a uma substância líquida como a água.
Um dos estudos, publicados na década de 80, que tratava de conhecimentos novos a despeito da água foi publicado pelo cientista franques Jacques Benveniste na revista Nature em 1988. Esse viria a ser um dos mais controversos artigos científicos da década. Jacques Benveniste, já em 1988, era um renomado imunologista francês, diretor de um dos mais respeitados laboratórios de imunologia da Europa. Em 1988 ele publica na revista Nature um artigo no qual declarou ter descoberto o mecanismo de ação dos medicamentos homeopáticos. No mesmo ano a revista promove uma 'visita' de diversos especialistas em fraudes para visitarem o laboratório do Dr. Benveniste a fim de verificar a procedência de suas afirmações.
O experimento realizado no laboratório de imunologia do Dr. Benveniste consistia na aplicação de um preparado de anticorpo anti IgE, dinamizado segundo a metodologia proposta por Samuel Hahnemann, em meios de cultura de basófilos. A degranulação dos basófilos no primeiro preparado era o comum de se esperar. Porém, o que Benveniste observou foi a degranulação dos basófilos de culturas de células que receberam anticorpo anti IgE até 30CH, o equivalente a um fracionamento de 10 elevado a 60º potência.
A repercussão do artigo foi enorme e motivou a visita com especialistas em imunologia e em fraudes ao laboratório de Benveniste. Nessa visita o autor não conseguiu reproduzir o seu experimento o que gerou, no número seguinte da Nature, um editorial extremamente agressivo. Imediatamente Benveniste caiu em descrédito junto a comunidade científica, foi demitido da chefia do seu laboratório e perdeu as suas linhas de financiamento de pesquisa.
Na década de 90, o próprio Benveniste participa do que ficou conhecido como a 'Confirmação Européia', onde se consegue reproduzir seu experimento anteriormente publicado na Nature. Outros pesquisadores também reproduziram os seus resultados em outros laboratórios que foram publicados em revistas de imunologia européias. Entretanto, nas próprias palavras de Benveniste entrevistado em Rosembaum (2002): "Mas a comunidade científica como um todo parte do princípio de que esses dados foram um desilusão. Apenas um evento dramático, como a publicação em três ou quatro das principais revistas científicas pode modificar essa opinião. A confirmação européia passou desapercebida principalmente porque seus autores não compreendem o nível do desafio para fazer com que esses dados sejam aceitos."
É evidente o desalento na fala de Benveniste, um cientista que teve o trabalho da sua vida destruído por um editorial que mesmo depois de conseguir a repetibilidade, tão proclamada aos seus experimentos científicos, não foi reconhecido. Hoje, outros autores trabalham com a memória da água sob o nome de UHD (Ultra High Dilution).
A justificativa apresentada para a memória da água é que durante as dinamizações, os choques seriados entre as moléculas de água seguidos de constantes adições de água não dinamizada ao meio, causaria uma mudança estável nas conexões inter-moleculares da água, formando "clusters" de moléculas. Estes "clusters" são sustentados por ligações de pontes de hidrogênio entre as moléculas de água que ao entrarem em contato com a água do organismo imprimiriam da mesma forma as informações que eles trazem do soluto inicial contido na tintura mãe. Para apoiar essa hipótese, Bonamin (2001) em sua revisão bibliográfica encontra registro dos "clusters" de água com métodos específicos para tal. Um desses métodos é a ressonância nuclear magnética (RNM), que apesar de provar a existência dos "clusters" possui baixa repetibilidade entre os experimentos envolvendo diluições ultra altas. A teoria quântica de superradiância proposta pelo grupo de Emílio Deo Guidice, citado em Bonamin (2002), do Departamento de Física Nuclear de Milão, afirma que a matéria possui a capacidade de auto-regulação capaz de selecionar e catalizar as reações de acordo com os campos eletromagnéticos que ocorrem em seu interior. Seguindo o raciocínio da superradiância, o campo magnético de um soluto poderia gerar em um solvente domínios de coerência, os quais são particulares para cada substância e conferem estabilidade espacial e temporal aos "clusters". Dessa forma, a organização da água em "clusters" de moléculas seria uma consequência de fenômenos eletromagnéticos de baixíssima intensidade desencadeados pelo processo de dinamização.
A formação dos "clusters" de água em dinamizações Hahnemannianas é um fato que já não pode ser negligenciado. Faigle et al. (2002), observaram por espectrofotometria com ultra violeta (UV) preparados dinamizados de cloreto de magnésio (MgCl2) em potências que variavam de CH4 a CH10. Eles também observaram a formação dos "clusters" de moléculas de água nestas dinamizações. Porém, o limite de absorbância de 190 nanômetros da aparelhagem usada nesse experimento não foi suficiente para ampliar a observação para outras potências.
Com base nos estudos citados acima, fica claramente demonstrada a capacidade da água organizar sua moléculas quando em contato com um soluto e submetida aos processos de sucussões e diluições sucessivas que dinamizam o medicamento homeopático. Porém, a verdadeira importância dos "clusters" para a transmissão da informação homeopática ainda não foi elucidada. É importante lembrar que o medicamento homeopático não carrega um princípio ativo, e sim uma informação sobre o desequilíbrio vital peculiar ao soluto. Desequilíbrio esse que envolve e desencadeia todo um estado mórbido, descrito pela patogenesia, que envolve todo o organismo até os sonhos e ilusões do indivíduo. Os mecanismos que o medicamento dinamizado possui para influenciar a formação de novos "clusters" no organismo ainda são desconhecidos assim como a relação dos "clusters" com os efeitos sutis dos medicamentos homeopáticos.
Obs: Nature publicou também que os "clusters" não duram mais que milionésimos de segundos, ou seja, são extremamente instáveis.
IMPORTÂNCIA DA MEMÓRIA DA ÁGUA PARA A HOMEOPATIA.
A explicação do mecanismo de atuação dos medicamentos homeopático retiraria a homeopatia do empirismo científico e a faria ser prontamente aceita no âmbito das ciências tradicionais, existe essa esperança. É evidente que ao determinar o mecanismo biofísico, por onde agem os medicamentos homeopáticos, muitos dos problemas de aceitação da homeopatia estariam resolvidos. Porém, nem todos os problemas científicos e nem todos os problemas de aceitação social são de solução tão simplista. Primeiramente temos que esclarecer que a prova científica não cria sozinha uma política a respeito da adoção de uma prática de saúde. Se fosse dessa maneira, ao ser provado que o consumo de gorduras hidrogenadas está fortemente associado a problemas coronários e depressão, estes produtos estariam proibidos, ou pelo menos, a sua propaganda regulamentada para que não sejam associados a uma alimentação saudável.
A 'memória da água' traz outros desdobramentos que interferem profundamente na educação em todas as áreas de saúde, e na própria formatação dos serviços de vigilância sanitária e ambiental, uma vez que muda a perspectiva com que se compreende o elemento água. Ela deixa de ser vista como o solvente universal e passa a ser percebida como um agente capaz de carrear informação por todo o ecossistema de forma incontrolável. Na milionária biologia molecular, a importância do código genético, até então o único carreador de informação biológica, fica reduzida porque os seres biológicos são basicamente compostos de água em estreita relação com membranas lipoprotéicas. Ao menos 60% dos seres vivos é água, podendo chegar a 98% em animais como a água viva. Por causa destas consequências, e outras que não vamos mencionar dado o caráter objetivo desse ensaio, o que parece uma luz aos homeopatas é, por outro lado, um túnel para o corpo científico convencional.
AS LACUNAS DA MEMÓRIA DA ÁGUA
Seja quais forem as explicações pertinentes aos mecanismos que fazem com que um medicamento homeopático tenha atividade, é fundamental nunca perdermos de vista, que qualquer explicação é só uma explicação. Um modelo para facilitar a comunicação entre as pessoas. Os fenômenos independem de qualquer explicação, ou teoria, para ocorrer, ele é independente pelo simples fato de existir.
Pela própria natureza limitada das explicações é importante que saibamos quais os limites das atuais teorias biofísicas sobre o funcionamento do medicamento homeopático. Em primeiro lugar, estas teorias se dedicam a elucidar as doses infinitesimais, no entanto, podem contribuir para o confundimento da Lei dos Semelhantes. Porque se a água é capaz de mimetizar o efeito de um soluto nela dinamizado, por que ela trataria os sintomas que esse soluto causa? Não era de esperar o oposto? Segundo a nossa percepção, caso a memória da água seja aceita pelo mundo acadêmico, a polêmica sobre a lei dos semelhantes continuaria. E tal polêmica não afetaria o desempenho clínico da homeopatia, como nenhuma das polêmicas anteriores envolvendo a homeopatia tem afetado.
A experimentação em homem são também não faz parte do tipo de resposta que é oferecida pela pesquisa básica em homeopatia. Supondo que a memória da água fosse provada, não seria de se esperar, segundo os padrões materialistas que a experimentação devesse ser realizada em indivíduos doentes, e dessa forma as substâncias dinamizadas poderiam mostrar melhor o seu poder de cura? Nesse caso, continuariam os homeopatas com a sua conduta vitalista reafirmando o seu paradigma do desequilíbrio da força vital promovido por uma doença artificial provocada pela droga dinamizada.
O uso do medicamento único também não é respondido pela memória da água, uma vez que seguindo o raciocínio materialista, se um medicamento dinamizado faz bem para um indivíduo, então dois medicamentos dinamizados devem fazer melhor ainda! Como vemos, a memória da água não resolve a tendência moderna à medicação excessiva. Como a patogenesia está dentro do seu campo explicativo, a memória da água não contribui para o entendimento do acompanhamento prognóstico homeopático. Assim, outra das profundas diferenças clínicas entre a homeopatia e a alopatia continuaria a existir, que é o acompanhamento global do paciente homeopático baseado no seu contexto sintomatológico em oposição ao acompanhamento baseado no efeito primário dos medicamentos praticados pela clínica alopática.
BIBLIOGRAFIA
BONAMIM, L. V. A homeopatia sob a óptica dos novos paradigmas da ciência: Revisão Bibliográfica. Revista de Homeopatia. V66, nº1. 2001.
FAIGLE, J. F. G; PORTO, M. E. G; BARBOSA, M. A. Evidência da estruturação da água em soluções diluídas de cloreto de magnésio. Revista de Homeopatia, nº4, novembro de 2002.
ROSEMBAUM, P; CÉSAR, A. T. Doses ultramoleculares, 15 anos depois. Cultura Homeopática. V1. outubro de 2002.
MEMÓRIA DA ÁGUA (Kólia Patríce Lacerda Gomes)
Conceituação.
Memória da água é uma expressão criada para designar a capacidade da água para armazenar informações dos solutos que ela contém. Ela é uma das teorias que procuram explicar os mecanismos de atuação dos medicamentos homeopáticos. Outra nomeclatura, mais tradicional, é UHD (Ultra High Dilution) que designa o mesmo conceito.
Histórico
Os estudos das propriedades da água desde a década de 1980 vem causando espanto na comunidade científica. Primeiramente a água ganhou um "status" diferenciado à partir dos movimentos ecológicos que alertaram para uma possível escassez se o consumo continuasse num ritmo acelerado. A partir de então os estudos macro relativos aos ciclos da água ganharam forte ênfase. Concomitante à descobertas importantes sobre a dinâmica planetária da água, outras características marcantes dessa substância foram descobertas, nas palavras de Benveniste entrevistado em Rosembaun (2002) esta substância, que alguns colegas cientistas insistem em depreciar, tem 32 ligações estáveis, sequer compreendidas por nenhuma teoria científica moderna, além do fato de ser deveras intrigante como que a associação de dois gases possa dar origem a uma substância líquida como a água.
Um dos estudos, publicados na década de 80, que tratava de conhecimentos novos a despeito da água foi publicado pelo cientista franques Jacques Benveniste na revista Nature em 1988. Esse viria a ser um dos mais controversos artigos científicos da década. Jacques Benveniste, já em 1988, era um renomado imunologista francês, diretor de um dos mais respeitados laboratórios de imunologia da Europa. Em 1988 ele publica na revista Nature um artigo no qual declarou ter descoberto o mecanismo de ação dos medicamentos homeopáticos. No mesmo ano a revista promove uma 'visita' de diversos especialistas em fraudes para visitarem o laboratório do Dr. Benveniste a fim de verificar a procedência de suas afirmações.
O experimento realizado no laboratório de imunologia do Dr. Benveniste consistia na aplicação de um preparado de anticorpo anti IgE, dinamizado segundo a metodologia proposta por Samuel Hahnemann, em meios de cultura de basófilos. A degranulação dos basófilos no primeiro preparado era o comum de se esperar. Porém, o que Benveniste observou foi a degranulação dos basófilos de culturas de células que receberam anticorpo anti IgE até 30CH, o equivalente a um fracionamento de 10 elevado a 60º potência.
A repercussão do artigo foi enorme e motivou a visita com especialistas em imunologia e em fraudes ao laboratório de Benveniste. Nessa visita o autor não conseguiu reproduzir o seu experimento o que gerou, no número seguinte da Nature, um editorial extremamente agressivo. Imediatamente Benveniste caiu em descrédito junto a comunidade científica, foi demitido da chefia do seu laboratório e perdeu as suas linhas de financiamento de pesquisa.
Na década de 90, o próprio Benveniste participa do que ficou conhecido como a 'Confirmação Européia', onde se consegue reproduzir seu experimento anteriormente publicado na Nature. Outros pesquisadores também reproduziram os seus resultados em outros laboratórios que foram publicados em revistas de imunologia européias. Entretanto, nas próprias palavras de Benveniste entrevistado em Rosembaum (2002): "Mas a comunidade científica como um todo parte do princípio de que esses dados foram um desilusão. Apenas um evento dramático, como a publicação em três ou quatro das principais revistas científicas pode modificar essa opinião. A confirmação européia passou desapercebida principalmente porque seus autores não compreendem o nível do desafio para fazer com que esses dados sejam aceitos."
É evidente o desalento na fala de Benveniste, um cientista que teve o trabalho da sua vida destruído por um editorial que mesmo depois de conseguir a repetibilidade, tão proclamada aos seus experimentos científicos, não foi reconhecido. Hoje, outros autores trabalham com a memória da água sob o nome de UHD (Ultra High Dilution).
A justificativa apresentada para a memória da água é que durante as dinamizações, os choques seriados entre as moléculas de água seguidos de constantes adições de água não dinamizada ao meio, causaria uma mudança estável nas conexões inter-moleculares da água, formando "clusters" de moléculas. Estes "clusters" são sustentados por ligações de pontes de hidrogênio entre as moléculas de água que ao entrarem em contato com a água do organismo imprimiriam da mesma forma as informações que eles trazem do soluto inicial contido na tintura mãe. Para apoiar essa hipótese, Bonamin (2001) em sua revisão bibliográfica encontra registro dos "clusters" de água com métodos específicos para tal. Um desses métodos é a ressonância nuclear magnética (RNM), que apesar de provar a existência dos "clusters" possui baixa repetibilidade entre os experimentos envolvendo diluições ultra altas. A teoria quântica de superradiância proposta pelo grupo de Emílio Deo Guidice, citado em Bonamin (2002), do Departamento de Física Nuclear de Milão, afirma que a matéria possui a capacidade de auto-regulação capaz de selecionar e catalizar as reações de acordo com os campos eletromagnéticos que ocorrem em seu interior. Seguindo o raciocínio da superradiância, o campo magnético de um soluto poderia gerar em um solvente domínios de coerência, os quais são particulares para cada substância e conferem estabilidade espacial e temporal aos "clusters". Dessa forma, a organização da água em "clusters" de moléculas seria uma consequência de fenômenos eletromagnéticos de baixíssima intensidade desencadeados pelo processo de dinamização.
A formação dos "clusters" de água em dinamizações Hahnemannianas é um fato que já não pode ser negligenciado. Faigle et al. (2002), observaram por espectrofotometria com ultra violeta (UV) preparados dinamizados de cloreto de magnésio (MgCl2) em potências que variavam de CH4 a CH10. Eles também observaram a formação dos "clusters" de moléculas de água nestas dinamizações. Porém, o limite de absorbância de 190 nanômetros da aparelhagem usada nesse experimento não foi suficiente para ampliar a observação para outras potências.
Com base nos estudos citados acima, fica claramente demonstrada a capacidade da água organizar sua moléculas quando em contato com um soluto e submetida aos processos de sucussões e diluições sucessivas que dinamizam o medicamento homeopático. Porém, a verdadeira importância dos "clusters" para a transmissão da informação homeopática ainda não foi elucidada. É importante lembrar que o medicamento homeopático não carrega um princípio ativo, e sim uma informação sobre o desequilíbrio vital peculiar ao soluto. Desequilíbrio esse que envolve e desencadeia todo um estado mórbido, descrito pela patogenesia, que envolve todo o organismo até os sonhos e ilusões do indivíduo. Os mecanismos que o medicamento dinamizado possui para influenciar a formação de novos "clusters" no organismo ainda são desconhecidos assim como a relação dos "clusters" com os efeitos sutis dos medicamentos homeopáticos.
Obs: Nature publicou também que os "clusters" não duram mais que milionésimos de segundos, ou seja, são extremamente instáveis.
IMPORTÂNCIA DA MEMÓRIA DA ÁGUA PARA A HOMEOPATIA.
A explicação do mecanismo de atuação dos medicamentos homeopático retiraria a homeopatia do empirismo científico e a faria ser prontamente aceita no âmbito das ciências tradicionais, existe essa esperança. É evidente que ao determinar o mecanismo biofísico, por onde agem os medicamentos homeopáticos, muitos dos problemas de aceitação da homeopatia estariam resolvidos. Porém, nem todos os problemas científicos e nem todos os problemas de aceitação social são de solução tão simplista. Primeiramente temos que esclarecer que a prova científica não cria sozinha uma política a respeito da adoção de uma prática de saúde. Se fosse dessa maneira, ao ser provado que o consumo de gorduras hidrogenadas está fortemente associado a problemas coronários e depressão, estes produtos estariam proibidos, ou pelo menos, a sua propaganda regulamentada para que não sejam associados a uma alimentação saudável.
A 'memória da água' traz outros desdobramentos que interferem profundamente na educação em todas as áreas de saúde, e na própria formatação dos serviços de vigilância sanitária e ambiental, uma vez que muda a perspectiva com que se compreende o elemento água. Ela deixa de ser vista como o solvente universal e passa a ser percebida como um agente capaz de carrear informação por todo o ecossistema de forma incontrolável. Na milionária biologia molecular, a importância do código genético, até então o único carreador de informação biológica, fica reduzida porque os seres biológicos são basicamente compostos de água em estreita relação com membranas lipoprotéicas. Ao menos 60% dos seres vivos é água, podendo chegar a 98% em animais como a água viva. Por causa destas consequências, e outras que não vamos mencionar dado o caráter objetivo desse ensaio, o que parece uma luz aos homeopatas é, por outro lado, um túnel para o corpo científico convencional.
AS LACUNAS DA MEMÓRIA DA ÁGUA
Seja quais forem as explicações pertinentes aos mecanismos que fazem com que um medicamento homeopático tenha atividade, é fundamental nunca perdermos de vista, que qualquer explicação é só uma explicação. Um modelo para facilitar a comunicação entre as pessoas. Os fenômenos independem de qualquer explicação, ou teoria, para ocorrer, ele é independente pelo simples fato de existir.
Pela própria natureza limitada das explicações é importante que saibamos quais os limites das atuais teorias biofísicas sobre o funcionamento do medicamento homeopático. Em primeiro lugar, estas teorias se dedicam a elucidar as doses infinitesimais, no entanto, podem contribuir para o confundimento da Lei dos Semelhantes. Porque se a água é capaz de mimetizar o efeito de um soluto nela dinamizado, por que ela trataria os sintomas que esse soluto causa? Não era de esperar o oposto? Segundo a nossa percepção, caso a memória da água seja aceita pelo mundo acadêmico, a polêmica sobre a lei dos semelhantes continuaria. E tal polêmica não afetaria o desempenho clínico da homeopatia, como nenhuma das polêmicas anteriores envolvendo a homeopatia tem afetado.
A experimentação em homem são também não faz parte do tipo de resposta que é oferecida pela pesquisa básica em homeopatia. Supondo que a memória da água fosse provada, não seria de se esperar, segundo os padrões materialistas que a experimentação devesse ser realizada em indivíduos doentes, e dessa forma as substâncias dinamizadas poderiam mostrar melhor o seu poder de cura? Nesse caso, continuariam os homeopatas com a sua conduta vitalista reafirmando o seu paradigma do desequilíbrio da força vital promovido por uma doença artificial provocada pela droga dinamizada.
O uso do medicamento único também não é respondido pela memória da água, uma vez que seguindo o raciocínio materialista, se um medicamento dinamizado faz bem para um indivíduo, então dois medicamentos dinamizados devem fazer melhor ainda! Como vemos, a memória da água não resolve a tendência moderna à medicação excessiva. Como a patogenesia está dentro do seu campo explicativo, a memória da água não contribui para o entendimento do acompanhamento prognóstico homeopático. Assim, outra das profundas diferenças clínicas entre a homeopatia e a alopatia continuaria a existir, que é o acompanhamento global do paciente homeopático baseado no seu contexto sintomatológico em oposição ao acompanhamento baseado no efeito primário dos medicamentos praticados pela clínica alopática.
BIBLIOGRAFIA
BONAMIM, L. V. A homeopatia sob a óptica dos novos paradigmas da ciência: Revisão Bibliográfica. Revista de Homeopatia. V66, nº1. 2001.
FAIGLE, J. F. G; PORTO, M. E. G; BARBOSA, M. A. Evidência da estruturação da água em soluções diluídas de cloreto de magnésio. Revista de Homeopatia, nº4, novembro de 2002.
ROSEMBAUM, P; CÉSAR, A. T. Doses ultramoleculares, 15 anos depois. Cultura Homeopática. V1. outubro de 2002.
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